
Impasse marca eleição da FMF: chapa oposicionista abandona pleito alegando descumprimento judicial
Mesmo diante de uma liminar judicial determinando a suspensão do processo eleitoral, a Comissão Eleitoral da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) indicou que poderia dar continuidade à votação para escolha da nova diretoria, que comandará a entidade pelos próximos quatro anos. Em protesto, a chapa de oposição “Federação Para Todos” optou por se retirar da disputa.
A decisão foi anunciada pelo advogado do grupo, Eduardo Costa e Silva, que afirmou que o processo eleitoral está judicializado e que há uma ordem que deve ser respeitada. “Eles estão tentando impor uma nova eleição, desconsiderando a comissão originalmente estabelecida, o Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA). Criaram uma nova comissão internamente, mas não reconhecemos a legitimidade dessa eleição. Há uma ordem judicial em vigor que está sendo ignorada por meio de um ato administrativo. O que queremos é que um novo pleito seja convocado”, declarou o advogado à imprensa.
Eleição sob questionamentos
A votação, que pode ocorrer ainda neste sábado na sede da federação, é contestada pela oposição, que aponta diversas irregularidades e defende que o processo só prossiga com total transparência. Ainda na entrada da FMF, Eduardo Costa e Silva anunciou oficialmente a retirada da chapa e das agremiações aliadas da eleição.
“Todo esse processo é inválido. Já adotamos medidas legais e, infelizmente, isso pode gerar consequências graves. Cumprir decisões judiciais não é uma escolha, é uma obrigação. Caso haja discordância, há meios legais para recorrer, mas desobedecer uma ordem da Justiça é uma atitude extremamente grave”, alertou o representante jurídico.
Intervenção judicial
A manhã deste sábado começou com a chegada de uma oficial de justiça à sede da FMF, por volta das 8h50, portando uma liminar que suspendia a votação prevista para as 9h. A decisão, favorável à chapa “Federação Para Todos”, liderada pelo empresário João Dorileo Leal, foi baseada em denúncias de falhas no processo eleitoral.
De acordo com a oposição, a medida busca assegurar a legalidade e imparcialidade da eleição, especialmente após a exclusão inesperada do clube Campo Novo do Parecis do colégio eleitoral — equipe que havia declarado apoio à chapa de Dorileo. Paralelamente, surgiram suspeitas de que o clube Juara, supostamente sem direito a voto, poderia ser incluído na votação, o que beneficiaria a chapa da situação.
Inicialmente, a nova eleição estava marcada para 10 de maio, mas a atual direção da FMF tenta antecipar o processo e realizar a votação neste sábado, alegando questões logísticas.
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