
Uma reviravolta sacudiu os bastidores do futebol brasileiro nesta quinta-feira, 15 de maio de 2025. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou a destituição de Ednaldo Rodrigues do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em seu lugar, Fernando Sarney, atual vice-presidente da entidade, foi nomeado como interventor, com a missão de convocar novas eleições no menor prazo possível.
A decisão judicial tem como base a suspeita de falsificação da assinatura de Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, ex-presidente da CBF. O documento em questão teria sido utilizado para validar um acordo que permitiu a reeleição de Rodrigues em março deste ano. Segundo laudos periciais anexados ao processo, a assinatura contida no documento não corresponderia à verdadeira, colocando em xeque a legalidade do pleito que manteve Rodrigues no poder.
Essa não é a primeira vez que Ednaldo Rodrigues enfrenta turbulências judiciais no comando da CBF. Em dezembro de 2023, ele já havia sido afastado pelo TJ-RJ, mas conseguiu retornar ao cargo em janeiro do ano seguinte após decisão do Supremo Tribunal Federal. Agora, com novos elementos apresentados à Justiça, seu futuro à frente da entidade é novamente colocado em dúvida.
Fernando Sarney, que assume a presidência interina, é filho do ex-presidente da República José Sarney e tem longa trajetória na política esportiva nacional. Apesar de ocupar uma das vice-presidências da CBF, Sarney se manteve fora da chapa de reeleição de Rodrigues, sendo visto como figura de oposição dentro da entidade. Seu mandato como vice vai até março de 2026.
A crise política chega em momento delicado para a CBF, que recentemente anunciou a contratação do técnico Carlo Ancelotti para liderar a seleção brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026. O cenário de incerteza pode comprometer projetos em andamento e gerar impactos na preparação da equipe nacional para as competições que se aproximam.
Até o momento, a CBF não se manifestou oficialmente sobre a decisão da Justiça. Nos próximos dias, são esperados esclarecimentos quanto ao cronograma eleitoral e à continuidade administrativa da entidade, que mais uma vez enfrenta um cenário de instabilidade.
Esse novo episódio reforça o debate sobre a necessidade de reformas na governança do futebol brasileiro, destacando a importância de processos transparentes e seguros para garantir credibilidade e estabilidade à principal entidade do esporte nacional.
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