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Cuiabá reforça rede de saúde e vacinação contínua contra o aumento sazonal de síndromes respiratórias

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensificou as ações em toda a rede pública para garantir atendimento ági...

31/03/2026 às 14h47
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Cuiabá - MT
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Crédito: Rennan Oliveira
Crédito: Rennan Oliveira

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensificou as ações em toda a rede pública para garantir atendimento ágil e organizado à população diante do aumento sazonal de síndromes respiratórias, comum neste período do ano.

Na madrugada desta terça-feira (31), o prefeito Abilio Brunini percorreu unidades estratégicas da capital, como a UPA Leblon e o Centro Médico Infantil (CMI), acompanhando de perto o funcionamento dos serviços e o reforço adotado pelas equipes.

“Estamos em um quadro viral, todas nossas UPAs estão lotadas. Estou de madrugada e a UPA está cheia, a sala de medicação está cheia, o atendimento médico está rápido. Os médicos, inclusive, estão adoecendo”, destacou o prefeito.

No CMI, o chefe do Executivo também observou o aumento da procura, especialmente por atendimentos relacionados a doenças respiratórias em crianças.
“O Centro Médico Infantil também está muito cheio, está tendo um quadro viral. Todos os locais estão cheios. Bronquiolite é a maior procura e estamos muito preocupados com isso”, pontuou.

A rede municipal opera em regime de atenção redobrada, com ampliação de equipes, plantões reforçados e monitoramento constante dos casos. A Prefeitura também aumentou o número de médicos nas UPAs para garantir maior agilidade nos atendimentos, mesmo com a elevação da demanda.

Atualmente, cerca de 35% dos atendimentos nas unidades de urgência e emergência são por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que abrange desde casos leves, como a gripe, até situações mais complexas.

Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que os casos de influenza A e B tiveram aumento de 824% em 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Até março de 2025, haviam sido registrados 25 casos entre moradores. Em 2026, o número já chega a 231 confirmações, além de um óbito.

Considerando também pacientes de outras cidades atendidos na capital, são 300 ocorrências notificadas. Somente nas últimas semanas, foram confirmados 49 novos casos. Apesar disso, houve redução de 54,2% em relação à semana anterior, indicando uma possível desaceleração momentânea, ainda dentro de um cenário de alta circulação viral.

Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento está associado à maior circulação de vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da testagem, que permite identificar mais casos.

O Centro Médico Infantil registra aumento significativo na procura por atendimentos, especialmente por doenças típicas do período chuvoso, como bronquiolite e gastroenterite.

Entre os principais sintomas apresentados pelas crianças estão febre, tosse persistente, coriza, congestão nasal, dificuldade respiratória, chiado no peito, vômito, diarreia, dor abdominal e prostração.

Para garantir o pleno funcionamento da unidade, cerca de 450 profissionais estão mobilizados, incluindo médicos pediatras, enfermeiros, técnicos, além de equipes multiprofissionais e administrativas.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que consultas de rotina, acompanhamento de exames e casos sem urgência devem ser realizados nas Unidades de Saúde da Família (USFs), que estão preparadas para esse tipo de atendimento e funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida é fundamental para manter o fluxo das unidades de urgência voltado aos casos que realmente necessitam de atendimento imediato.

A Prefeitura também reforça que a vacina contra a influenza já faz parte da rotina da rede municipal e está disponível de forma contínua nas 72 USFs, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Diferente das campanhas sazonais, a imunização desses públicos não começou agora. As doses são ofertadas regularmente, garantindo acesso permanente à população mais vulnerável.

Atualmente, a vacinação está direcionada aos seguintes grupos prioritários:

Rotina:crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; idosos com 60 anos ou mais.

Grupos especiais:puérperas (até 45 dias após o parto, mediante comprovação); povos indígenas (aldeados ou não, a partir de 6 meses de idade); quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde (serviços públicos e privados); professores do ensino básico e superior (público e privado); profissionais das forças de segurança e salvamento; profissionais das Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros (urbanos e de longo curso); trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como doenças respiratórias crônicas, doenças cardíacas crônicas, doenças renais crônicas, doenças hepáticas crônicas, doenças neurológicas crônicas, diabetes, obesidade grave (IMC ≥ 40), pessoas com trissomias, transplantados e pessoas com imunossupressão.

A SMS destaca que a vacinação é uma das principais formas de prevenção contra agravamentos e reforça a importância de que o público elegível procure a unidade de saúde mais próxima.

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