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EUA preparam declaração de emergência para impor tarifas de 50% ao Brasil

Governo Trump articula base legal para sobretaxar produtos brasileiros a partir de 1º de agosto; medida é vista como gesto político alinhado a Jair Bolsonaro. Perguntar ao ChatGPT

25/07/2025 às 14h57
Por: Redação Fonte: Redação
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O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, está se movimentando para instaurar uma nova declaração de emergência com o intuito de sustentar juridicamente a aplicação de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. A informação foi revelada nesta sexta-feira (25) pela agência Bloomberg. A decisão, porém, ainda não é definitiva.

De acordo com fontes ligadas às discussões, a proposta está sendo articulada pelo gabinete do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em diálogo com parlamentares do Congresso norte-americano. O plano visa criar uma base legal que permita viabilizar as sobretaxas anunciadas por Trump no início do mês.

A justificativa política gira em torno de um suposto desequilíbrio comercial desfavorável aos EUA. Atualmente, o Brasil mantém um déficit em sua balança comercial com os norte-americanos, mas isso não impediu que o país sul-americano entrasse no radar das novas medidas protecionistas do governo Trump.

A expectativa é que as tarifas entrem em vigor no dia 1º de agosto, caso a proposta seja formalizada nos próximos dias. A medida foi apresentada como parte de um esforço de Trump para proteger a indústria norte-americana e, segundo ele próprio, conta com o apoio do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, seu aliado político de longa data.

A imposição de tarifas a parceiros comerciais tem sido uma das marcas do estilo de negociação do republicano desde seu primeiro mandato. Agora, com a aproximação das eleições presidenciais de 2026, Trump intensifica o discurso nacionalista e endurece o tom contra países com os quais mantém relações econômicas deficitárias, mirando especialmente economias emergentes como a do Brasil.

O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a possível declaração de emergência. Nos bastidores, no entanto, diplomatas já demonstram preocupação com o impacto da medida sobre setores exportadores estratégicos, como o agronegócio e a indústria de base.

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