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Um 7 de Setembro sem independência

Entre bandeiras importadas e disputas partidárias, o Brasil esquece a essência de sua liberdade e permanece refém da política e da desigualdade.

08/09/2025 às 13h45 Atualizada em 08/09/2025 às 16h01
Por: Redação Fonte: Tom de Bragança
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Luis Miguel Bugallo Sánchez
Luis Miguel Bugallo Sánchez

Neste 7 de Setembro, o Brasil foi às ruas, mas a celebração pareceu ter pouco a ver com a independência. Em vez da união em torno de um marco histórico, vimos um país dividido: de um lado, bandeiras estrangeiras; de outro, faixas sindicais. Um contraste que revela mais do que disputas políticas, expõe a crise de identidade de uma nação que esqueceu pelo que deveria lutar.

A independência, símbolo de liberdade e soberania, deu lugar à disputa ideológica. Enquanto uns defendem seus “políticos de estimação” como se fossem torcidas organizadas, a cobrança por responsabilidade se perde. Senadores e deputados continuam gastando milhões, enquanto o brasileiro enfrenta o peso de impostos altos, combustíveis caros e alimentos cada vez mais inacessíveis.

O paradoxo é cruel: celebra-se a liberdade em um país onde a maioria se sente aprisionada pelo custo de vida e pela ausência de representatividade. A independência virou feriado no calendário, mas não realidade no cotidiano.

Neste 7 de Setembro, tivemos desfiles, discursos, bandeiras e atos de apoio ou protesto. Tivemos de tudo, menos a verdadeira independência do povo brasileiro.

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